Mashups audiovisuais para web: para além da linguagem do videoclipe

Está publicado nos anais da Intercom 2012 mais um artigo, escrito a seis mãos. As outras quatro pertencem à Luiza Pimenta e Camila Daniel (duas mãos para cada uma, caso estejam curiosos), alunas de graduação em Comunicação Social na UFRGS.

Acesse clicando aqui.

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PodCast: Scum. Agenciamentos midiáticos na conformação do metal extremo

O disco “Scum”, da Napalm Death.

No dia 21 de maio de 2012, Fabrício Silveira, doutor em comunicação e professor da Unisinos, palestrou na Semana Acadêmica da FABICO (UFRGS) sobre a dimensão midiática da experiência sonora do disco Scum, da banda Napalm Death. O Clube do Pop, do qual faço parte, organizou o evento. E gravamos um Pod Cast. Ouça na íntegra, dividido em duas partes, a palestra e as perguntas dirigidas à Fabrício:

PARTE 1:

PARTE 2:

Abaixo, alguns dos vídeos que ele mencionou na palestra:

Napalm Death – You Suffer:

Blast Beats:

Entrevista do Sex Pistols para a TV britânica:

Kurt Cobain fora da casinha:

Do rei Pelé ao Messi Playstation: o futebol também é pop

Segue abaixo o áudio das apresentações da primeira mesa do Clube do Pop na Semana Acadêmica de Comunicação 2011, que ocorreu na Fabico, em 4/10.

Anderson David dos Santos
http://bit.ly/pHO2hf
Download.

Ana Acker
http://bit.ly/oynoXu
Download.
Apresentação Seminário Clube do Pop.

Márcio Telles
http://bit.ly/pb9Ukq
Download.
Acesse sua apresentação com links para vídeos mencionados (Prezi).

Perguntas
http://bit.ly/qoZper
Download.

What is the brother? Celebrificação na web

No dia 6 de outubro de 2011, o Clube do Pop fez sua terceira mesa na Semana Acadêmica da Comunicação, intitulado What is the brother? Celebrificação na web. Quem não assistiu pode, por aqui, ouvir em podcasts a apresentação de cada palestrante, além de suas apresentações:

Do ponto de vista dos palestrantes, o computador registrando o podcast e os espectadores.

Marcelo Bergamin Conter
Lo-fi: o fascínio pelas imagens de baixa definição 
http://bit.ly/oXeUlm
Download do podcast.
Download da apresentação.

Susan Liesenberg
Celebridades da internet e Stefhany do Cross Fox, a princesa do povo
http://bit.ly/nJUlax
Download do podcast.
Download da apresentação.

Camila Cornutti
Celebridades: as apropriações e as remediações nos blogs Cleycianne, Katylene e Te Dou Um Dado
http://bit.ly/r0L3rI
Download do podcast.
Download da apresentação.

Pedro Veloso
Celebrificação no blog Emily Diz Olá
http://bit.ly/nBNimQ
Download do podcast.
Blog Emily Diz Olá.

Perguntas parte 1
http://bit.ly/nF72TS
Download.

Perguntas parte 2
http://bit.ly/mXpmrn
Download.

Ed Wood: o primeiro diretor moderno?

Fiz algumas considerações para o debate do filme Glen or Glenda, exibido no Auditório 2 da Fabico (UFRGS), às 11h, hoje, pelo Clube do Pop.

Ed Wood em "Glen or Glenda"

Wood nunca teve dinheiro, nem bons patrocinadores, mas tinha muita força de vontade, inspiração em Orson Welles, e técnicas e estratégias para produzir seus filmes de um jeito ou de outro. Para produzir Glen or Glenda (1953), fez tudo o que podia ser feito para reduzir custos: atuou como o crossdresser suicida, pôs a namorada para atuar, pôs diversas pessoas que nunca haviam atuado para encenar seus desejos em forma de cinema. Só nesse aspecto, Wood teria antecipado o neo-realismo italiano de Pasolini, que utilizou pessoas comuns para refazer a história de Jesus. Mas só porque é trash, ingênuo e não tem uma crítica por detrás dessa opção, Wood, que teve essa ideia onze anos antes, não é reconhecido.

Ele conhecia algumas pessoas do baixo escalão de Hollywood, como um velhinho que trabalhava nos arquivos de um estúdio. Neste arquivo, o material catalogado eram os stock footages, que abrigavam películas inutilizadas. Encenações de guerras, bombas explodindo, autoestradas, planos gerais de cidades, planos detalhes de máquinas industriais, aviões decolando e muitas imagens que não mostravam rostos eram ali arquivados. Embora o velhinho achasse tudo aquilo lixo (“trash!”), Wood apanhava alguns, na crença de que conseguiria compor um filme. De novo, 52 anos antes do YouTube aparecer e as práticas de recortar, copiar, editar e remixar se tornassem tão simples e tão empregada. Reconhecimento? Zero.

Assustador.

Um terceiro aspecto muito relevante de sua obra: em vários momentos, por restrições orçamentárias ou outros inúmeros problemas que sua equipe passava, Wood era obrigado a fazer troca de planos que quebravam o eixo ou que suprimiam um tempo de uma cena, ao contrário do que o cinema clássico normatizava. No filme Plano 9 do espaço sideral (1959), Wood alterna planos que ora são dia, ora são noite em uma mesma cena num cemitério, porque não tinha mais dias para alugar a câmera e achava que as cenas de dia ficaram tão boas quanto as noturnas. Cinco anos depois, um francês muito estudado optou por cortar partes do meio de um plano para reduzir o tempo do filme (de novo por questões orçamentárias), e, mesmo sem crítica por detrás disso (apenas “uma opção estética”), Godard hoje é reconhecido como o homem do jump cut. Ora, pois!

Saindo um pouco das questões estéticas, para produzir o filme Plano 9 do espaço sideral, Wood conseguiu fazer uma parceria com uma igreja batista para arrecadar fundos. Para não perder esse investimento, Wood teve que alterar algumas coisas, como o próprio título do filme, antes Grave Robbers from Outer Space, e teve que batizar vários dos atores. Em Glen or Glenda, temendo que sua namorada soubesse que ele era crossdresser, só a inseriu em cenas que ela não pudesse desconfiar. Na première, o namoro terminou. Provas de que Wood era capaz de usar as pessoas envolvidas a seu favor, coisa que reality shows e vários outros programas de TV vem praticando sem dificuldade. De novo, décadas atrás.

Por fim, Wood conseguiu contratar Bela Lugosi (o Drácula original do cinema) para atuar em vários de seus filmes, embora velho, caquético, viciado em drogas e álcool. Lembra um certo Tarantino que agiu da mesma forma quarenta aos depois.

Por isso eu recomendo assistir aos filmes desse grande diretor que é Ed Wood, um dos pioneiros na arte da dissimulação e das restrições orçamentárias. Wood jogou contra a lógica capitalista, e ganhou (em seus termos). Mais do que isso, é um diretor que põe à prova estéticas cinematográficas atribuídas a vários diretores modernos, trazendo à superfície a questão: “se a intenção do artista não importa para a análise, porque as intenções de Wood o invalidam como tal?”

The Devil and Daniel Johnston

O Clube do Pop é o nome provisório de um grupo de alunos do PPGCOM da UFRGS que vem se reunindo de vez em quando para falar sobre o universo Pop. É uma turma aberta para quem quiser participar, mas não é nem um pouco institucionalizada. Quem se interessa por lixo cultural, futebol, proflies de gente morta no Orkut, Stefhany do Cross Fox, Auto-tune do Joel Santana, celebridades online, narcisismo no ciberespaço e cachaça será muito bem vindo. Esperamos por você!

Debatedores (não-confirmados): Ana Maria Acker, Ana Migowski, André Araújo, Camila Cornutti, Daniela Schmitz, Gabriela Zago, Marcelo B.Conter, Márcio Telles, Susan Liesenberg

Trailer do filme:

Descrição do Blog “Imagem-música”

Assim como todos os blogs inativos desejam, “Olá, mundo!”

Em março de 2010 ingressei no mestrado em Comunicação e Informação da UFRGS, onde irei produzir a dissertação “Imagem-música em vídeos para web”. Penso que um blog pode ser um ótimo espaço para publicar e discutir minhas ideias e rascunhos para o projeto.

A proposta por enquanto é analisar vídeos musicais na web para então descrever qual, ou, como é a estética desses vídeos. Eu não vou me delongar nisso, o blog vai servir como espaço para discutir pequenas coisas que depois irão constituir a dissertação, então, se quiser, pode ler meu projeto na íntegra: CONTER, Marcelo B. – Imagem-música em vídeos para web.

Neste começo de abril meus esforços vem sendo o de atualizar o corpus da pesquisa (os vídeos que irei analisar). O próximo post tratará disso.  Abraços!